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MISTÉRIOS MARCORELIANOS
Mistérios da Transição

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Os "últimos" e os "primeiros" momentos do Márcio...

"Onde estou? Uai, que lugar será este? Cama macia, lençol branquinho. Tudo cheira bem. Como vim parar aqui? Por favor, me conta o que aconteceu. Não estou entendendo mais nada!"
Bem, vamos relatar-lhe tudo que houve naquela manhã ensolarada na praia.
Você, Márcio levantou cedo na quinta-feira, 23 de janeiro de 1997. Como não dormiu bem - por ter levado a um barzinho e também pego as filhas de madrugada - acordou indisposto. Como é do seu feitio, não falou do seu estado para ninguém. Não queria ouvir da Cibele que aquilo era ressaca. Afinal, estava na praia e tudo era festa. Estar ali significava-lhe muito. Era o coroamento de mais um ano duro que se passava e outro que se iniciava. Adorava aquele ar proveniente do mar. Um êxtase incomparável.
Pois bem, mesmo indisposto, teve seu lanche. Ainda com a cabeça doendo e se sentindo meio grogue, foi comprar seu "Estado de Minas", uma mania cultivada desde os tempos de criança, quando acompanhava seu pai na leitura diária do jornal.
Sentindo um mal-estar que ia se agravando a cada momento, entrou no seu fiatizinho azul e rumou-se até a banca de revistas. Pagou o jornal (nem sequer imaginava que aquele ato, o de pagar, manusear dinheiro, seria o último que faria nesta vida), entrou no surrado carrinho - por sinal, relíquea da família há 17 longos anos - e tocou de volta à casa em que se hospedava naquela feiosa cidade capixaba chamada Marataízes, onde, segundo as más línguas, a radioatividade de suas areias monasíticas contribuem no agravamento do câncer às pessoas predispostas a tal doença psicossomática.
No curto trajeto, ainda sentia náuseas e a vontade de vomitar se acentuou. Precisava reter aquele desconfortável ímpeto. Afinal, raramente passava mal, principalmente por causa de bebida. Tinha até o costume de gozar a cara de seu irmão mais novo, que sempre sofria do mal hepático, decorrente de exageradas doses de cerveja ou whisky. Então, mais do que rapidamente parou o carro de qualquer maneira e entrou incontinente no banheiro. Sua ação não foi notada, pois aquela era a sua hora de ler em paz seu jornalzinho diário, entre as quatro paredes do sanitário. Um pouco mais aliviado por estar ali, pôde enfim liberar suas "entranhas" e este foi seu último ato...
Sentiu um turbilhão invandir-lhe o cérebro. Tudo rodava, dentro e fora daquele ambiente. Tentava esboçar reação. Tentava falar. As palavras saíam incompreensíveis. Era como quando se está tendo um pesadelo e você quer chamar alguém. Clamar por socorro. Sai tudo embolado, a língua enrola e tudo fica em câmara lenta. Os olhos pesam toneladas e os movimentos cessam. Seu corpo cai. Sem poder se amparar, sente seu peso desabar-se no chão frio do banheiro. Aí tudo se confunde, se mistura.
Os sentidos desaparecem. Ainda tenta chamar pela Cibele, pois ouve sua voz bem distante, sumindo aos poucos. Acabou. Vem o sono pesado, sem volta. Ainda tenta se debater, em vão. Começa a sua viagem de retorno, começa também o calvário daqueles que o amam. Você lutou até o dia 4 de fevereiro, quando seu desligamento foi concluído. Foi um sono pesadíssimo. Chegara a hora de deixar o corpo em definitivo. Você foi escolhido, não se sabe porque (não se discutem os desígnios divinos, acata-os) para ser o primeiro de sua casa a voltar para o outro plano. Seu plano de origem. Há quem diga que voltar a ficar conhecendo este outro lado é um privilégio. Tudo a seu tempo. E o seu chegou. A turma que ficou um dia também retornará e poderá rever seus conceitos e conhecer a verdade. Pelo menos parte dela. Depende do merecimento, claro. E da sede de saber. De querer dissipar um pouco deste maior mistério que se chama morte, ou seria vida? Bem, para você que acaba de chegar nova vida o espera. Novos afazeres. Gente como você: caprichoso, metódico, responsável e perfeccionista, é indispensável aqui nestas paragens. é "avis rara" que não abrimos mão. Mas não foi só por causa disso que foi chamado tão cedo. é que sua hora estava chegada mesmo. Seu tempo na Terra já estava delimitado antes de nela voltar (no início de 1948, já delineamos seu presente ciclo) para esta jornada de 48 anos e meio. Nesse período colheu seu frutos, aprendeu com os embates e veio para cá ainda mais fortalecido, apesar de necessitar de um tempo para readaptar-se com os novos costumes e também limpar seu corpo espiritual ("perispírito" na linguagem dos estudiosos espiritistas), ainda com resquícios da matéria nele impregnadas. É bom ressaltar que, além do privilégio de ter sido o primeiro da família, foi também agraciado pela família que tem. Nada a queixar. Pior são aqueles desamparados, que aqui chegam sem qualquer apoio, qualquer amparo. Ficam vagando, perdidos dentro e fora de si e levam tempo até se encontrarem. E quando se encontram. Você não. Veio bem amparado. Já até está dispensado de novos sofrimentos com a perda temporária de um ente querido! Pelo contrário, vai ser o "anfitrião da família". Aquele que por certo vai orientar os recém-chegados e lhes dando a força necessária à readaptação. Tal como está lhe acontecendo neste exato momento. Muito bem. Explicações iniciais já dadas. Superficiais, é verdade, com o tempo ficará sabendo de maiores detalhes, dispensáveis neste momento. É chegada a hora de rever a turma do seu sangue. Agora cada um que aqui se aportou antes de você, vai relatar-lhe como é a vida deste lado. O que está fazendo e como foi a chegada, ou melhor dizendo, a volta ao mundo verdadeiro. Na ordem, você vai falar com as seguintes pessoas: sua filha Luciana, sua prima Maria Lúcia, seus avós e seus tios. Aguarde.
Sua história deste lado vai começar.

NE-Esta "passagem" é ficção. Qualquer semelhança com a realidade, será mera coincidência...
...ou o contrário...